Dia Internacional da Mulher 2025

Nesse 08 de Março, dia internacional da mulher, para além de homenagens, queremos chamar atenção para a discrepância da presença feminina na indústria musical. Apesar de terem registrado avanços nos últimos anos, as mulheres ainda enfrentam desafios significativos para alcançar a igualdade de gênero.

Avanços na representação feminina

De acordo com o relatório da USC Annenberg Inclusion Initiative, em 2024, as mulheres representaram 37,7% dos artistas no Billboard Hot 100 Year-End Chart, um aumento em relação aos 35% de 2023 e aos 22,7% de 2012. Além disso, 54% das músicas desse chart contaram com pelo menos uma compositora feminina, mantendo a paridade observada em 2023 e superando os 11% registrados em 2012.

Desafios persistentes

Apesar desses avanços, a participação feminina em áreas cruciais do universo musical permanece limitada. Em 2024, apenas 18,9% dos compositores e 5,9% dos produtores das músicas mais populares eram mulheres, porcentagens que pouco diferem dos anos anteriores. Além disso, a presença de mulheres pretas como compositoras diminuiu em 2024, enquanto a de mulheres brancas aumentou.

Fonte: annenberg.usc.edu

No Brasil, a situação reflete desafios semelhantes. Um levantamento da União Brasileira de Compositores (UBC) revelou que, entre as 50 músicas mais tocadas nas rádios em 2024, apenas 32% tinham mulheres entre os compositores. No streaming, esse número foi de 34%. Esses dados evidenciam a sub-representação feminina na criação musical, mesmo quando muitas dessas canções destacam figuras femininas em suas letras.

Iniciativas e caminhos para a igualdade

Para enfrentar esse desequilíbrio, diversas iniciativas buscam promover a inclusão feminina na música. Programas como Be The Change, Keychange, She Is The Music e EQUAL, do Spotify, oferecem suporte e oportunidades para compositoras e produtoras. No entanto, o impacto dessas ações ainda não se reflete plenamente nos números da indústria.

Especialistas apontam que a mudança estrutural depende de decisões conscientes por parte das gravadoras e executivos de A&R. É fundamental que haja um compromisso real com a contratação e investimento em talentos femininos, garantindo que as mulheres tenham oportunidades iguais em todas as esferas da indústria musical.

Embora haja sinais de progresso na representação feminina na música, a jornada rumo à igualdade de gênero está longe de ser concluída. É essencial e urgente que a indústria como um todo — desde executivos até consumidores — reconheça o valor das mulheres na música e trabalhe ativamente para derrubar as barreiras que ainda persistem. Somente com esforços coletivos será possível construir um cenário musical verdadeiramente inclusivo e representativo.

Neste dia internacional da mulher, queremos reforçar: contrate mais mulheres, escolha produtoras femininas, incentive mulheres a conquistar seu espaço no mercado, somente assim vamos contribuir para um mercado mais igualitário.

Fonte: https://annenberg.usc.edu/news/research-and-impact/charting-change-women-finally-gain-ground-popular-music-and-grammys?t

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